No próximo fim de semana, o Núcleo CURVA de Arte Afro Contemporânea chega ao Teatro Angel Vianna e convida a Cia. Khorus à participar desta temporada, no Centro Coreográfico

A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura e o Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro apresentam Núcleo CURVA de Arte Afro Contemporânea.

Núcleo CURVA de Arte Afro Contemporânea traz ao Centro Coreográfico 3  peças de dança, e convida a Cia Khorus para participar desta temporada de apresentações.

COPO D’ÁGUA

Corpo D’água é um espetáculo de dança contemporânea, que trata da Água como universo poético e mítico, enquanto elemento que toma corpo e corpo que se torna elemento. A pesquisa de movimento se baseou no universo poético, sensorial e cinético da água, no mito de Oxum, orixá das águas doces, no debruçar sobre o próprio corpo e arquétipo em conjunto com a aprendizagem de suas lendas e fundamentos na tradição do candomblé; e na poesia do escritor brasileiro Manoel de Barros. O trabalho se teceu na relação entre corpo, palavra e sensorialidade e na construção de uma corporeidade que se funda na sutileza, na liberdade, na memória e na natureza. Pela água, o espetáculo aborda as metamorfoses, caminhos e resgates de um corpo no encontro com sua ancestralidade dentro da tradição afro-brasileira do candomblé. A coreografia e a música poetizam as qualidades de movimento e humores líquidos, evocando as sensações diversas do elemento em seus diferentes estados e forças. O espetáculo traz a inseparabilidade entre sagrado e profano, tradição e contemporaneidade, abstração e concretude.

Ficha Técnica

Coreografia, Criação e Interpretação: Monica da Costa.

Direção Geral: Renato Santos.

Trilha Sonora: Sergio Adrian Arriola e Sergio Rangel Filho.

Produção e Realização: Núcleo Curva de Arte Afro-Contemporânea.

Fotografias: Marina Alves, Denis Rion e Inês Correia.

Desenho de Luz: Tábatta Martins.

Parceria: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e Centre National de La Danse.

DA ONDE VEM SUA DANÇA?

Espetáculo de dança afro-contemporânea que parte da concretude dos cinco sentidos – visão, paladar, audição, tato e olfato – e da pesquisa dos Pés de Dança de Obaluaiê/Omolu, investigando seu universo estético, mítico, corporal, e funcionamento na vida cotidiana e extra-cotidiana. Os depoimentos dos coreógrafos Rubens Barbot, Ismael Ivo, Carmen Luz, Inês Calfa e Valéria Monã a partir da pergunta mote do espetáculo “Da onde vem sua dança?” também serviram como matéria de criação e composição coreográfica. A primeira montagem do espetáculo foi realizada em parceria entre o Núcleo de Dança Contemporânea/Rio de Janeiro e o HIS/Salvador, passando por uma semana de Residência em Salvador, com estréia no Cine Teatro Solar Boa Vista, Engenho Velho de Brotas, Salvador/Bahia.

Ficha Técnica

Concepção e Direção Geral: Renato Santos.

Coreografia: Monica da Costa.

Criação,Colaboração e Performance: Fabio Costta, Jessica Lima e Monica da Costa.

Iluminação: Aroldo Fernandes.

Fotografia: Marina Alves.

Trilha Sonora: Inor Sotolongo (Musica Incorporare – autoria própria); Braulio Barral ( Edição, Montagem e composição em violão para o Opanijé).

Parceria: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro/Programa de Residências Artísticas.

Realização: Núcleo de Dança Afro-Contemporânea (Rio de Janeiro).

Colaboração e Parceria em Salvador/Bahia – Pesquisa e 1a montagem: Iara Cerqueira e HIS Coletivo de Dança Contemporânea.

SE MARIA FOSSE BONITA (em processo de criação)

Se Maria fosse bonita é um duo em processo de pesquisa que investiga na religiosidade, na arte, na literatura sacra e nas historias pessoas as presenças de tantas “Marias” nos nossos corpos e imagens de feminino: Putas, Santas, Mães, Protetoras, Miraculosas… entre “Puras” e Transgressoras, Fortes e Malemolentes, sobretudo nas Pombo-Giras. Percorre as gradações e tensões entre corpos femininos judaico-cristãos “santos/bons/bonitos?” e experiências outras  do feminino na ancestralidade e na arte afro-brasileira, transitando da Maria “desprovida de vontade e sensualidade” às “donas do corpo e das ruas. Virgens Negras, Nossas Senhoras do Leite em Nantes e Persac/França, Maria Padilha, Maria Mulambo, Maria Madalena e Maria Bonita; la Virgen de la Caridad del Cobre cubana, Nossa Senhora de Guadalupe, Virgem de Czestochowa/Polônia… Nossas Mães, Avós, Bisavós, … e nós mesmas;

“Maria de cada casa e de todos os caminhos, Maria de nossa infância e de cada gente, Maria de cada noite, Maria de todo dia, dos meus sobrados tristonhos, dos meus mais doces sonhos, das festas… Maria da chegada e também das despedidas…cuida de tudo que tudo é teu” Mabel Veloso 

Ficha Técnica

Direção: Renato Santos.

Coreografia: Monica da Costa.

Interpretação e Criação: Fabio Costta e Monica da Costa.

Colaboração na pesquisa e primeira montagem apresentada no HofTheather Berlim e  Teatro SESI Jacarepaguá: Cintia Rangel.

Produção e Realização: Núcleo Curva de Arte Afro-Contemporânea.

Fotografia: Marina Alves.

TEORIA DA INVOLUÇÂO

Inspirado nas diferentes vivências cotidianas de seus intérpretes, esta proposta busca discernir sobre a evolução. A natureza apresenta-se em eterna evolução. Partindo das sociedades primeiras à sociedade moderna, encontramos uma trajetória de diferentes técnicas, recursos e objetos. A Cultura – escopo social heterogêneo – endossa as diferentes realidades e valores veiculados, remetendo-se aos níveis de poder de cada grupo social. Assim, as culturas se chocam, se fundem, evoluem, retrocedem e transcendem seus valores iniciais.

“Teoria da INvolução”, busca a des-re-construção de ideologias e produtos socioculturais . Com marco inicial no final da década de 1980, a cultura das ruas, reivindicadora de espaços, serve de base para a proposta coreográfica.

A concepção coreográfica utiliza televisões e câmeras como uma reprodução direta do palco associada ao movimento de seus intérpretes para transcorrer como esta cultura se transformou em sua trajetória. A perda de identidade, valores e sentidos é uma involução da cultura Hip Hop? De quem é a cultura Hip Hop apresentada pelos veículos de difusão da mídia? Estas são as questões de nossa dissertação.

“Teoria da INvolução” retrata, sem juízos ou valorações, como uma cultura pode involuir. Finalizando e permitindo a crítica à evolução e/ou involução percebida em nossa realidade.

A cultura Hip Hop partiu de sua escala local, das ruas e reivindicações, tendo seu apogeu na chegada a esfera midiática nas décadas de 1980 e 1990. Em sua difusão global, comungou com outras culturas e teve novas interpretações e valores. Assim, podemos perceber uma perda, uma involução, um descaminho em partes de sua trajetória. Ao crescer, a cultura repaginou seus símbolos, comercializando-se e, inoportunamente em alguns casos, estereotipando-se. Hoje percebemos que a cultura Hip Hop sofreu um redução e tornou-se uma vestimenta, uma fala, uma representação visual e uma escrita que não seguem seus valores iniciais. Assim, neste bojo, “Teoria da INvolução” apresenta os símbolos do “Hip Hop comercial”, permitindo tanto a crítica como a reconstrução. Aporta-se em narrativas urbanas e recursos visuais na compreensão de tais fenômenos, além da fisicalidade dos interpretes para a leitura dos movimentos.

Ficha Técnica

Direção Geral: Marta Bastos

Concepção / Coreografia: Fernando Coolbano

Colaborador Coreográfico / Ensaiador:  Julio Rocha

Designer: Fernando Coolbano

Coordenador Técnico / Designer de luz: Julio Rocha

Sonoplastia: Fernando Coolbano

Técnico Áudio e Vídeo: David Valcarcel

Técnico: Thiago Frazão

Bailarinos: Bruna Neves, Jorge Tavares, Julio Rocha, Marcos Aprígio

Local: Centro Coreográfico do Rio de Janeiro – Teatro Angel Vianna
Rua José Higino, 115 – Tijuca, Rio de Janeiro (junto ao Hipermercado Extra da Avenida Maracanã)

Dias 20, 21 e 22 de Setembro.
sexta e sábado às 20h, domingo às 18h

sexta-feira, 20/09 – Corpo D’Água / Da Onde Vem Sua Dança?

sábado, 21/09 –  Corpo D’Agua / Se Maria Fosse Bonita / Teoria da INvolução

domingo, 22/09 – Se Maria Fosse Bonita / Da Onde Vem Sua Dança?  / Teoria da INvolução

Ingresso: R$ 10 / Meia-entrada: R$ 5

Classificação Etária: 

Corpo D’Água / Se Maria Fosse Bonita / Teoria da INvolução: Livre

Da Onde Vem Sua Dança: 14 anos

Duração:

sexta-feira, 20/09 – 1h35 (intervalo de 10 minutos)

sábado, 21/09 – 1h30 (intervalo de 10 minutos)

domingo, 22/09 – 1h55 (dois intervalos de 10 minutos)

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